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Johnny Massaro, o rei Rodolfo de Deus Salve o Rei, confessa que fazer humor é complicado

O jovem ator revela: “Fazer comédia é muito difícil. Sua execução pode ser frustante”

Thomaz Rocha

Basta Rodolfo entrar em cena, em Deus Salve o Rei, para o personagem arrumar confusão por onde passa. Na trama das 7, o novo rei de Montemor está tentando ter juízo para tomar as decisões mais sensatas, mas isso ainda está longe de acontecer. Cabe a Johnny Massaro interpretar o atrapalhado monarca e imprimir o humor ao personagem. “Ele tem muitas facetas. O grande barato do Rodolfo é isso. Tem a parte do humor, mas também tem um lado trágico, que é o conflito de ele ser obrigado a assumir o trono, sem nunca ter querido”, avisa o jovem, afirmando que o trabalho do ator é adicionar contradição ao papel que interpreta. 

 

Mesmo com medo do poder, Rodolfo assumiu o trono, em Deus Salve o Rei. Crédito: Sérgio Zalis/ Rede Globo


Inspirações artísticas
Para fazer um personagem medieval, Johnny se inspirou em obras que adora assistir, como Game Of Thrones e The Crown. Mas o que aguça mesmo sua veia cômica é a inspiração em clássicos, como os filmes estrelados pelo comediante Peter Sellers, como A Pantera Cor de Rosa (1964). Marcado por trabalhos ligados ao humor, Johnny confessa que fazer comédia é complicado. “Fazer rir é muito difícil e sua execução pode ser frustrante, uma vez que você percebe quando não rola. A comédia tem uma coisa muito imediata, que você olha para as pessoas e não esboçam reação nenhuma. Isso acontece porque você não acertou o tempo da coisa. Fico muito feliz quando alguém consegue rir comigo”, afirma. 

 

Johnny já tinha colocado uma coroa na cabeça durante a Festa do Divino, em Filhos da Pátria. Crédito: Sérgio Zalis/ Rede Globo

 

Uma forma mais leve
O capricorniano também se orgulha de estar numa trama lúdica. “A gente está saturado do que está ao nosso redor. Estamos tão acostumados em receber notícias negativas, que é necessário ter produções que instigam a  fantasia. Precisamos disso para seguir adiante de uma forma mais leve”, brada. Numa carreira crescente, desde que estreou na TV, em 2005, Johnny se firmou como um relevante ator de sua geração. Com apenas 26 anos, ele coleciona 11 trabalhos na tela. “Comecei cedo. É um conjunto de sorte com muitas coisas que plantei e quis da minha vida. A questão de ser uma trajetória ascendente encaro como algo normal. Eu era mais novo, tinha outro biotipo, era outra pessoa. Na medida que fui crescendo, tudo foi chegando”, diz.

 

No filme Todas as Razões Para Esquecer, o ator e Bianca Comparato abordam, de forma humorada, o fim de um relacionamento. Crédito: Divulgação

 

Outros trabalhos
Apesar do sucesso, nem de longe o ator se acha um galã: “As pessoas precisam enxergar as outras de alguma forma. O rótulo de galã é uma prisão. Eu fico contente porque posso ser várias coisas, isso me deixa tranquilo.” Além da trama das 7, Johnny participa de dois filmes, que serão lançados este ano. Todas as Razões para Esquecer, longa sobre o término de um relacionamento pela visão masculina,  foi exibido no Festivais do Rio, de São Paulo e de Havana, em Cuba. Já no segundo semestre, será lançado Partiu Paraguai, em que ele contracena mais uma vez com Bruna Linzmeyer. “É nosso 10º ano de trabalho juntos”, brinca  o carioca. 

07/02/2018 - 20:44

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